29 de abril de 2017

Na Cabeceira – Novembro 9 – Colleen Hoover

Sinopse

Autora número 1 da lista do New York Times retorna com uma história de amor inesquecível entre um aspirante a escritor e sua musa improvável. Fallon conhece Bem, um aspirante a escritor, bem no dia da sua mudança de Los Angeles para Nova York. A química instantânea entre os dois faz com que passem o dia inteiro juntos – a vida atribulada de Fallon se torna uma grande inspiração para o romance que Ben pretende escrever. A mudança de Fallon é inevitável, mas eles prometem se encontrar todo ano, sempre no mesmo dia. Até que Fallon começa a suspeitar que conto de fadas do qual faz parte pode ser uma fabricação de Bem em nome do enredo perfeito. Será que o relacionamento de Ben com Fallon, e o livro que nasce dele, pode ser considerado uma história de amor mesmo se terminar em corações partidos?

Autora: Colleen Houck

Título: Novembro 9

Número de Páginas: 352

Editora Galera Record

Volume único

Você pensa: vou ler só o primeiro capítulo, aí vê que está página 15, mas parece que piscou e voilá na 50 e não consegue largar o livro. Eh como se fosse crack, uma droga viciante. Parafraseando o personagem principal quando começa a ler um dos romances da protagonista. Não existe uma definição melhor para encaixar a minha reação a Novembro 9

Oh data bendita, fiquei até tomando conta de cada minuto quando ela aconteceu na vida real. Ela é tão explosiva como foi a conquista de Trump na corrida das eleições americanas. Tudo pode acontecer nesta data. DIGO TUDO!

Vamos por parte. A autora mostra que para uma boa história de amor é necessário química entre os personagens e deixar o seu leitor nunca imaginar o que vai acontecer a seguir. Sim, foi uma verdadeira montanha russa acompanhar cada encontro de Fallon com Ben, sempre no dia 9 de novembro.

“Estou me mudando para outro lado do país, então o que acontecer nas próximas horas não terá nenhum impacto na minha vida, de um jeito ou de outro.”

9 de novembro é o marco da mudança tanto para Fallon quanto para Ben. Foi este dia que mudou a vida dela e justamente quando estava de mudança para NY, ela conhece Ben, um aspirante a escritor. Dizer que a química foi instantânea é pouco. É profunda a ponto deles criarem um plano de 5 anos, no qual somente se encontrariam uma vez a cada 365 dias, no tão fadado 9.11 


“Porque quando você ama uma pessoa, tem o dever de ajudá-la a ser a melhor versão de si mesma.” 

A cada ano que passa a autora apresenta o crescimento dos personagens, através das mudanças do ponto de vista. Cria-se um laço com Fallon e toda a sua insegurança (e suas notas para o beijo ideal) e com Ben com todo o seu jeito fofo, não é a toa que ele é um escritor.

“Leio muitos romances, então sei quando é o momento certo. Se vamos nos beijar, tem que ser digno de um livro.”

Eu sofria em cada encontro, a toda reviravolta na vida do “casal”, deste relacionamento que só acontecia uma vez por ano. Quando pensava que agora iria, alguém conseguia dar um tiro no pé. Ou o destino fazia as suas graças.

“Os objetivos são alcançados com desconforto e trabalho árduo. Não são alcançados quando você se esconde em um lugar onde se sente à vontade e confortável.”

Confesso que chorei e fiquei muito abismada com as reviravoltas e plots que Colleen aprontava para o casal. E também busco o meu Ben, mas acima de tudo aprendi que cada minuto, cada segundo vale a pena e acima de tudo, eles fazem a diferença na vida e na sua marca na vida das pessoas ao seu redor.

“Quando encontrar o amor, deve agarrá-lo. Você o agarra com as mãos e faz o possível para não soltar. Não pode simplesmente se afastar dele e esperar que dure até que você esteja preparada.”

Se recomendo? Querido(a), largue tudo e leia agora. E se junte a mim para saber o que te aguarda no próximo 9.11


XOXO

Mia Duarte 


“Ainda não terminei de me apaixonar por você.”

“Porque quando você ama uma pessoa, tem o dever de ajudá-la a ser a melhor versão de si mesma.”


27 de abril de 2017

Colunista: Filme Power Rangers



Sinopse: A jornada de cinco adolescentes que devem buscar algo extraordinário quando eles tomam consciência que a sua pequena cidade Angel Grove - e o mundo - estão à beira de sofrer um ataque alienígena. Escolhidos pelo destino, eles irão descobrir que são os únicos que poderão salvar o planeta. Mas para isso, eles devem superar seus problemas pessoais e juntarem sua forças como os Power Rangers, antes que seja tarde demais. (Via AdoroCinema)

Aproveitando a onda de recordar é viver, agora chegou a vez de ser adaptado para o cinema POWER RANGERS. Ou melhor, o REBOOT de Power Rangers. Que marcou a minha geração totalmente nostálgica. Eu mesma, quase não lembro muito da história (#prontofalei), mas a música da abertura, essa não tinha como ter esquecido. E quando ela tocou no decorrer de uma das batalhas, foi como voltar a minha infância com um belo sorriso no rosto, onde a maior preocupação era se eu ia ficar de recuperação em matemática no colégio.

Foi com essa sensação de saudosismo que assisti ao filme. Algumas mudanças foram feitas, porém nada que atrapalhasse os fãs antigos e muito menos prejudicasse o entendimentos dos novos, que somente agora estão conhecendo a história. O elenco foi bem escolhido e os personagens: Jason (Power rangers vermelho), Kimberly (Power rangers rosa), Billy (Power rangers azul), Jack (Power rangers negro) e Trini (Power rangers amarelo) foram tendo suas personalidades mostradas de maneira interessante. Claro, são quatro adolescentes passando por problemas típicos: Jason (Dacre Montgomery) é o jogador prodígio que literalmente “jogou” fora sua carreira esportiva; Kimberly (Naomi Scott) poderia entrar naquele patamar da garota popular; Billy (RJ Cyler) por ser autista sofre bulling; Jake (Ludi Lin) o rebelde e Trini (Becky G.) a adolescente que esta naquela fase de descobrir quem ela realmente é. Personagens fáceis de criar empatia com o público e assim torná-los mais humanos e menos heróis. 


Por ser um início de franquia, algumas coisas ficaram fora do lugar e nem tão aprofundadas assim, mas nada que possa comprometer a continuação. A vilã Rita, interpretada Elisabeth Banks, de uma maneira espalhafatosa e engraçada, consegue convencer com sua antagonista, um “heroína” passou do status bom para o lado mal da força.

No filme conta ainda com a participação dos atores que fizeram Kimberly e Jason na franquia original.

Power Rangers não compromete a saga original – que pode ser vista no NETFLIX – que consegue entreter de uma maneira que não sente o tempo passar. 

Xoxo

Mia Fernandes

12 de abril de 2017

COLUNISTA: Quando a Bela domou a Fera – Eloisa James

Sinopse
Eleito um dos dez melhores romances de 2011 pelo Library Journal, “Quando a Bela domou a Fera” é uma releitura de um dos contos de fadas mais adorados de todos os tempos.
Piers Yelverton, o conde de Marchant, vive em um castelo na País de Gales, onde seu temperamento irascível acaba ferindo todos os que cruzam seu caminho. Além disso, segundo as más línguas, o defeito que ele tem na perna o deixou imune aos encantos de qualquer mulher.
Mas Linnet não é qualquer mulher. É uma das moças mais adoráveis que já circularam pelos salões de Londres. Seu charme e sua inteligência já fizeram com que até mesmo um príncipe caísse aos seus pés. Após ver o seu nome envolvido em um escândalo da realeza, ela definitivamente precisa de um marido e, ao conhecer Piers, prevê que ele se apaixonará perdidamente em apenas duas semanas.
No entanto, Linnet não faz ideia do perigo que seu coração corre. Afinal, o homem a quem ela está entregando talvez nunca seja capaz de corresponder a seus sentimentos. Que preço ela estará disposta a pagar para domar o coração frio e selvagem do conde? E Piers, por sua vez, será capaz de abrir mão de suas convicções mais profundas pela mulher mais maravilhosa que já conheceu?


Primeiro quero agradecer pela Editora Arqueiro por ter enviado para o Testei Pra Você o exemplar do livro “Quando a Bela domou a Fera”, da autora Eloisa James. De início, pensei que ele fosse seguir a linhas das inúmeras adaptações de Bela e a Fera. Entretanto, na nota histórica, a autora falou que baseou sua obra na “La Belle et la Bête” de Madame Gabrielle de Villeneuve escrita em 1740.

Sendo uma fã de romances históricos, tenho que dizer que este não desceu bem pela minha goela. Não posso culpar totalmente o modo como ele foi traduzido aqui no Brasil, mesmo que tenha me irritado horrores. Mas, o pior está na falta de empatia com todos os personagens, tantos os protagonistas Linnet e Piers. O ponto máximo do meu desagrado foi o modo como toda a história se desenrolou, como um pastelão brasileiro. Infelizmente, me lembrando de filmes que assistia no colégio, tipo a vinda da família real ao Brasil, aquela tenebrosa Maria Joaquina.

Linnet fora uma jovem vítima de sua beleza angelical, uma aparência tão magnífica que somente os mais belos poemas poderiam chegar aos seus pés. Devido aos rumores da sociedade e má escolha do vestido (que engordara sua silhueta, dando uma aparência de gravidez), ela teve sua reputação arruinada, sem ter como provar que as acusações eram infrutíferas, visto que ainda era virgem, então não teria como ela estar grávida. Sua única chance de salvação seria contrair casamento com o Conde de Marchant. 

Piers, conhecido como o Monstro pelo seu temperamento abrasante, era um médico típico aqueles que encontramos aqui nos hospitais brasileiros. Que não tem “dedo” para dar más notícias. Além da personalidade beligerante, ele também tem um problema na perna, o que fez ganhar mais um rótulo: impotência e, consequentemente, incapacidade de gerar um herdeiro. Então, a união da Bela com o Monstro seria perfeita: Linnet já teria o herdeiro e ele – que só aceitaria se casar com uma mulher mais bela que a Lua e Sol – a mulher mais bonita.

Para não dizer que tudo foi um horror, a relação de Linnet com Pries não seguiu aquele clichê: “logo se viram, logo se apaixonaram”. Não, isto não aconteceu. Eles se conheceram, Linnet entrou na rotina da sua nova moradia de uma maneira natural, e conseguiu se adaptar a peculiaridade do seu noivo e do seu trabalho. 

Quando a Bela que domou a fera não me fez domar a minha língua, só me fez pensar que já li histórias melhores tanto em romances históricos quanto em qualquer outro estilo. Então, caro leitor(a), se nunca deparaste com um romance, não me comece com este. Para aqueles que amam este gênero, só posso recorrer a um dito popular: “quem não arrisca, não pestisca”.

XOXO

Mia Fernandes.

A Bela e o Monstro é uma história muito antiga; Madame Gabrielle de Villeneuve escreveu La Belle et la Bête em 1740.

9 de abril de 2017

COLUNISTA – Uma noite como esta – Julia Quinn

Sinopse
Daniel Smythe-Smith passou três anos exilado na Itália depois de um duelo com seu amigo, o gênio matemático Hugh Prentice, e quase o fez perder uma perna. Com isso o pai de Hugh. Lorde Ramsgate, o ameaçou dizendo que se ele não saísse do país seria morto, mas um dia ele recebe a visita de seu amigo, que o libera para voltar à Inglaterra...
Ele volta justamente no dia da apresentação do Quarteto, mas encontra uma pessoa diferente ao piano (já que sua prima Sarah fingiu estar doente para não participar, Anne Wynter, a governanta das irmãs dela a substituiu), ao olhar para ela, ele fica encantado e, ao final da tortura apresentação ele corre para encontrá-la. Ao vê-la, não resiste e a beija, mesmo sem conheçê-la direito e ela, depois de um tempo escapa dele e se esconde.
Por falar em se esconder, Anne Wynter (ou melhor, Annelise Shawcriss) esconde seu passado de todos, pois ela teve que se afastar de sua família, após ser enganada e humilhada por seu amado, que prometeu se casar com ela, sendo que na verdade já estava comprometido com uma mulher mais rica. Além de ter perdido a virgindade, o que já era terrível, ainda leva toda a culpa pelo que aconteceu, e por isso, ela não pode mais ter contato com a família e ela é levada para viver como uma governanta numa residência na Ilha de Man. Depois de um tempo, Anne foi contratada para cuidar das meninas Pleinsworth, primas de Daniel. E apesar da tentativa de manter seu passado oculto, a Lady Pleinsworth desconfiava que ela era de origem nobre e tinha motivos para negar sua criação.
Daniel, ao saber que Anne é a governanta de suas primas, resolve ir sempre à casa Pleinsworth sob o pretexto de vê-las, e sempre ia passear com elas, porque sabia que ela iria junto. E, com isso eles vão ficando cada vez mais apaixonados, mesmo que ela não admita. Ma, o que ele não sabe, é que os segredos de Anne, vão além do tipo de criação que teve, e que agora, mais do que nunca, precisará conhecer o seu passado, pois ambos estão correndo perigo, e, desta vez, não tem nada a ver com o Lorde Ramsgate ou o duelo.

Anne Wynter entrou de gaiata na apresentação do desastroso Quarteto Smythe-Smith, substituindo Sarah no piano (que “inoportunamente” fora acometida por uma indisposição). Não importava se ela era boa ou não no instrumento. Contanto que não fizesse contato visual e mantivesse sua cabeça e atenção voltadas para as teclas do piano, ela não teria problema. E assim, conseguiria manter sua fachada de uma governanta invisível no meio da sociedade aristocrática de Londres. Porém, o destino tinha preparado outros planos para a protagonista. E ser substituta por uma noite na apresentação foi só um gostinho do quanto a vida pacata e segura dela estava por um triz.

“Na verdade, o único objetivo que ela buscava naquela noite era não ser notada. Porque realmente não queria aquilo: ser percebida. Por uma variedade de razões.”

Se virasse filme... Chris Pine como Daniel e Gal Gadot como Anne
Uma noite como esta é focada na história de Anne Wynter, governanta do trio das tagarelas meninas Pleinsworth, que possui um passado que vai sendo mostrado no decorrer do livro. Mesmo, tendo sofrido por amor e ter arcado sozinha as consequências da humilhação que sofrera quando adolescente, Anne não conseguiu evitar se apaixonar pelo Conde de Winstead. Ela é uma mulher madura e deixara para trás os sonhos românticos da juventude. Entretanto, seu coração e corpo não conseguiam esquecer aqueles lábios que lhe roubaram um beijo, e lhe despertara para a vida. 

“Você pode fugir, pode tentar se esconder, mas meus homens o encontrarão. E você não vai saber quem são. Portanto, não os verá chegando.”

Daniel ficara exilado de sua família por longos três anos na Itália, por um fato idiota movido por uma bebedeira entre amigos. Ameaçado de morte, ele teve que fugir. Porém, tudo fora resolvido e ele estava de volta. E não tinha noite pior do que a da apresentação do Quarteto, aquela terrível tradição familiar. Mas, aquela moça ao piano, não era uma de suas quinhentas primas. E bastou um olhar que ele ficara encantado pela lady em questão. Que até cometera “rouba-lhe” um beijo. 

“Esse beijo... Eu o desejo com um fervor que abala a minha alma. Não tenho ideia de por que o desejo, mas foi o que senti no instante em que a vi no piano, e isso só aumentou desde então.”

Uma noite como esta, que recebemos da editora Arqueiro, pode até entrar naquele problema dos protagonistas se apaixonaram de maneira esfuziante e do “nada”, como se o leitor não tivesse visto todos os sinais da paixão acontecendo. Eu disse poderia. Mas, com Julia Quinn, ela consegue desviar desse caminho. Sabe como? Humanizando os personagens, principalmente Anne, que começamos a conhecer e a se simpatizar quando se desenrola os acontecimentos do seu passado. E o quanto ela sofrera, mas mesmo assim se apaixonara novamente. Não como outrora. Anne agora era uma mulher e sabia o que queria. E Daniel Smythe-Smith mesmo sendo versado em mulheres, se apaixonara não pelo corpo de Anne, mas por ela, vendo que não poderia viver somente com um beijo, ele precisaria de mais outros.

“O tempo parou. Simplesmente parou. Era o modo mais piegas e clichê de descrever, mas aqueles poucos segundos em que o rosto dela se ergueu na direção dele... pareceram se esticar e se estender, dissolvendo-se na eternidade.”

Outra maneira de não cair na armadilha – onde encontrar a cama mais próxima – a autora mostrou os protagonistas vivendo suas vidas rotineiras e alguns momentos engraçados. Pois, não tem como não cair na gargalhada com o trio das meninas Pleinsworth (principalmente na hora da atuação da peça de Harriet: “A triste e estranha tragédia de lorde Finstead”). O clima sensual não debanda para o lado sexual. Já que os toques e o entrosamento dentre os personagens acontecem de maneira natural e não banalizada.

Claro que o final feliz demora a acontecer, já que o passado sempre volta para aterrorizar a vida de Anne. Então é necessário, Daniel vencer alguns dragões para poder casar com sua princesa. 


XOXO

Mia Fernandes.

6 de abril de 2017

COLUNISTA: Simplesmente o Paraíso – Julia Quinn

Sinopse
Honoria Smythe-Smith é parte do famoso quarteto musical Smythe-Smith, embora não se engane e saiba que o dito quarteto carece sequer do menor sentido musical e tem esperanças postas que esta seja a última vez que se submeta a semelhante humilhação. Esta será sua temporada e com um pouco de sorte conseguirá um marido.
Durante um jantar, põe seus olhos em Gregory Bridgerton, um dos mais jovens da família Bridgerton. Sabe que não está apaixonada, mas ele parece uma opção mais que válida.
Marcus Holroyd é o melhor amigo do irmão de Honoria, Daniel, que vive exilado na Italia. Ele prometeu olhar por ela e leva suas responsabilidades muito seriamente. Odeia Londres e durante toda a temporada, permaneceu vigilante e intermediou quando acreditava que o pretendente não era o adequado. Honoria e Marcus compartilham uma amizade, pouco atípica, fruto dos anos que se conhecem e que o torna parte da família. Entretanto, um desafortunado acidente faz que ambos repensem sua relação e encontrem a maneira de confrontar o que surge entre eles, se tiverem coragem suficiente.
Série Quarteto Smythe-Smith
Volume 01
 

O quarteto musical Smythe-Smith é o famoso Quarteto de Cordas apresentado na série Os Bridgertons. As musicistas são conhecidas pela sua inabilidade musical, ou seja, elas não possuem nenhuma veia artística. Em cada recital anual, elas escolhem uma peça para ser apresentada de uma maneira que somente surdos poderiam encarar como uma espécie de música. É muito mais prazeroso ouvir um grupo de gatos miando no seu telhado, do que as moças do clã Smythe-Smith.

Honoria Smythe-Smith faz parte do quarteto, e sabe muito bem o quanto ela é horrível violinista. E que independente da peça musical escolhida por elas, sabe que vai ser sempre algo tenebroso. Então porque se sujeitar a esta humilhação? Honoria é uma moça de família e que gosta das tradições familiares, e o quarteto já se tornou algo importante e valioso, tanto que esta para completar duas décadas com as debutantes se apresentando anualmente para a sociedade. Então para honrar a família e ver sua mãe e as pessoas que ama feliz, ela encara o violino com um sorriso no rosto durante a performance. Mas, este ano vai ser o último dela no quarteto. Já que a única maneira de sair é arranjando um marido.

“O recital anual das Smythe-Smiths nunca era um bom momento para conhecer um cavalheiro, a menos que ele fosse surdo... ficava subentendido que todas as filhas Smythe-smith deveriam aprender a tocar um instrumento para que, quando fosse a vez delas, se juntassem ao quarteto. Um vez lá, permaneceriam até encontrar um marido.”

Marcus é o Conde de Chatteris, um homem que fora criados por inúmeros professores e por sua governanta, algo bem típico daquela época. Solitário, só veio a fazer amizade quando fora para o Colégio masculino Elton. Lá, ele conhecera Daniel Smythe-Smith e toda a família deste. Que naturalmente, ele se tornou mais um membro.

“Havia quantos anos ela revirava os olhos para ele? Catorze? Quinze? Não ocorrera a Marcus até aquele momento, mas Honoria era a única mulher conhecida que falava francamente com ele, inclusive com algumas saudáveis doses de sarcasmo.”

Simplesmente o Paraíso é um romance simples e natural. Onde o amor pode aparecer que tenha surgido de maneira apressada. Mas, a autora Julia Quinn mostra de maneira única, que sentimentos profundos levam tempo para vir a tona e desabrochar. E também que Honoria e Marcus se conhecem desde pequenos, quando ela tinha 6 anos. Um sempre esteve na vida do outro. A aproximação causada por um desafortunado acidente (envolvendo um buraco de toupeira), só contribuiu para elevar a amizade atípica que ambos nutriam. 

“Nada poderia ser mais espantoso e, ao mesmo tempo, mais simples e verdadeiro.”

Caso você nunca tenha ouvido falar do Quarteto (eu não tinha ouvido) e também não tenha lido a série Os Bridgertons (eu ainda não terminei a série), recomendo a leitura para os fãs de romances históricos. Pois diferente de muitos autores consagrados, Julia Quinn consegue dar vida a personagens únicos, com histórias divertidas, que não chegam a se tornar repetitivas. Aqueles que já conhecem a obra da autora, uma dica: aparece no livro o formoso e cativante Colin Bridgerton.

“Ele não sabia. Não sabia o que significava aquele olhar. Poderia jurar que os olhos de Honoria ficavam mais escuros a cada momento. Mais escuros e mais profundos. Tudo em que Marcus conseguia pensar era que ela era capaz de ver dentro dele, no fundo do seu coração.”

Um último adendo: Marcus foge daquele estereótipo do protagonista esbelto e mulherengo que eu tanto vi nos últimos romances. Ele não tem aquela beleza clássica, mas mesmo sendo um homem solitário e um pouco taciturno, Marcus é extremamente um cavalheiro que fazia muito tempo não dava o ar de sua graça nos romances históricos. 

XOXO

Mia Fernandes.

5 de abril de 2017

Livro O medo mais profundo – Harlan Coben

Sinopse
Na época da faculdade, Myron Bolitar teve seu primeiro relacionamento sério, que terminou de forma dolorosa quando a namorada o trocou por seu maior adversário no basquete. Por isso, a última pessoa no mundo que Myron deseja rever é Emily Downing.
Assim, ele tem uma grande surpresa quando, anos depois, ela aparece suplicando ajuda. Seu filho de 13 anos, Jeremy, está morrendo e precisa de um transplante de medula óssea – de um doador que sumiu sem deixar vestígios. E a revelação seguinte é ainda mais impactante: Myron é o pai do garoto.
Aturdido com a notícia, Myron dá início a uma busca pelo doador. Encontrá-lo, contudo, significa desvendar um mistério sombrio que envolve uma família inescrupulosa, uma série de sequestros e um jornalista em desgraça.
Nesse jogo de verdades dolorosas, Myron terá que descobrir uma forma de não perder o filho com quem sequer teve a chance de conviver.

Sempre gostei muito de Harlan Coben, lia um livro atrás do outro, mas isso significa que você começa a aprender os trejeitos do autor e descobre mais ou menos o caminho que ele vai seguir em seus textos. Por isso, dei um tempo na leitura do Coben, mas não resisti e resolvi ler O medo mais profundo, que recebemos da editora Arqueiro.

A sinopse é empolgante, Myron Bolitar é o personagem principal de Harlan (como Poirot é o da Agatha Christie), então estava tudo a favor. Mas achei a primeira parte do livro um pouco arrastadas, com excesso de personagens que não acrescentaram em nada à trama. Depois que o livro engrena, a história fica muito mais envolvente e interessante com passagens de tirar o fôlego.

Enfim, não achei o melhor livro que já li de Coben, mas não é nem um pouco descartável.

É bom frisar que você não precisa ter lido outros livros com o policial como protagonista para entender O medo mais profundo.

Por Rafaela 

COLUNISTA: Filme A Bela e a Fera

Disney é o meu calcanhar de Aquiles. Então essa “crítica” é pessoal. Mas vou tentar maneirar e não colocar tudo num lindo mar de rosas vermelhas. Bela e a Fera não é somente um musical, como também é uma adaptação sem tirar e nem por do filme lançado em 1991.

Então foi algo que agradou aos fãs do filme e os adultos que cresceram com a animação e estavam ansiosos com o Live Action. E a divulgação em torno também só contribuía para o furor causado. Tanto que eu fui ver um dia logo após da estreia, e tive a grande surpresa depois do filme ao ver que podia tirar foto com os personagens – claro pessoas caracterizadas.

Com algumas mudanças, e algumas músicas que eu não conhecia – como a cantada pela fera – Bela e a Fera consegue ainda subir no nível de emoção, principalmente nos empregados do castelo. Não tem como não simpatizar e depois se pegar derramando algumas lágrimas no decorrer do longa. A caracterização dos atores convence e dá para se perceber o quanto eles estão incorporados aos seus personagens. O arrogante Gaston e seu amigo – fofo – Elfon protagonizam uma das melhores performances durante seu dueto musical. Algumas histórias – como o passado dos pais de Bela e a família da própria Fera – são explicadas neste Live Action. Com isso, as pontas soltas e curiosidades são saciadas neste filme. 


Momentos arrepiantes: a parte do jantar e a dança do baile, como não se arrepiar com a música, que felizmente não era a versão cantada pela Ariana Grande com John Legend.

Bela e a Fera só é contra indicados para aqueles que não gostam de musical. Porque sim, tem música e é uma copia perfeita do desenho. Como se você fechasse os olhos e visse que os personagens se tornaram de carne e osso, ou quase isso, no que diz respeito aos empregados enfeitiçados, como o castiçal e o relógio.

XOXO

Mia Fernandes.