3 de maio de 2011

45 minutos

Entreter a plateia durante 45 minutos. Este é o objetivo do personagem de Caco Ciocler no espetáculo 45 minutos (http://www.45minutos.com.br/), em cartaz no Teatro Sesi, no Rio de Janeiro. 

Com texto de Marcelo Pedreira e direção de Roberto Alvim, a peça propõe uma reflexão a respeito de arte e entretenimento. "45 minutos dramatiza uma doença crônica do século XXI, onde a circulação espetacular de novas informações não se traduz em sabedoria e conforto espiritual", segundo informa o programa da peça. É uma peça de teatro sobre fazer teatro.




Caco é um ótimo ator e neste espetáculo não é diferente. Há, no entanto, uma certa previsibilidade no texto. Todo o período que tem para entreter a plateia, o personagem passa discorrendo sobre a impossibilidade de fazê-lo. E isso soa óbvio e, por vezes, enfadonho. Todo jornalista, por exemplo, já escreveu um texto sobre a falta de assunto. 

Os argumentos e razões que o personagem expõe para não conseguir divertir a plateia são fracos e não criam com o público nenhuma identificação. No dia em que fui assistir ao espetáculo, o público, num ato que não sei se é de generosidade ou ingenuidade, tentou rir de algumas situações e "interagir" com o personagem, mas não "fluiu". No final, quando a peça termina, ficaram as pessoas se olhando com aquela cara de "era só isso?".


Postado por Mariana



5 comentários:

  1. Não conhecia esse espetáculo, mas que saco, hein? 45 minutos falando sobre o nada? Pelo menos a coluna de jornal é mais rápida e mais barata.

    ResponderExcluir
  2. É, Rafa, definitivamente, não recomendo.

    ResponderExcluir
  3. Flávia Loroza8/5/11 23:22

    Eu assisti e não recomendo. Foi horrível. Se a intenção do produtor era fazer alguém rir bem após a peça ele conseguiu, pois após o "espetáculo" eu e minha amiga Cátia tivemos uma crise de risos, pois era muito ruim mesmo e ao lembrar da tragédia rimos sem parar, ainda bem que não pagamos por isso. Detalhe: a peça acaba e vc fica com cara de "cd o ator para agradecer... nem ele tem coragem de voltar ao palco para agradecer... afinal, agradecer o que?

    ResponderExcluir
  4. O pior espetáculo do ano!! Minha colega e eu nos arrependemos amargamente de ter comprado o ingresso (Acreditem se quiser, nós pagamos para ver isso!). Sem contar que o silêncio mórbido da plateia era angustiante. A cena do revólver foi a única esperança do público, de por fim à tagarelisse do ator que continuou, com o infinito e enfadonho monólogo... Foram os 45 minutos mais desesperadores e desanimadores de nossa vida... Ficamos arrependidas de não termos ido embora quando fomos convidadas a isso... Não recomendamos nem para os inimigos. Aqueles três cronômetros deveriam servir pra cronometrar os exatos 45 minutos, dando, ao fim, o SINAL DE ALFORRIA para a plateia.

    ResponderExcluir
  5. Anônimo, estou à procura de alguém que tenha gostado desta peça.

    ResponderExcluir