18 de setembro de 2011

Filha, Mãe, Avó e Puta - uma entrevista

"Filha, Mãe, Avó e Puta - uma entrevista" está em cartaz desde 15 de setembro no Teatro III do Centro Cultural Banco do Brasil. Em cena, Louri Santos interpreta o entrevistador e Alexia Deschamps a entrevistada, a prostituta Grabriela Leite, que ficou nacional e mundialmente conhecida por ter fundado a grife Daspu (uma brincadeira com a famosa e rica grife Daslu) e por seu trabalho junto a prostitutas para prevenção da AIDS. A peça é baseda no livro de mesmo nome, lançado em 2009. 

Durante cerca de uma hora, Alexia Deschamps parece ler em voz alta um roteiro sobre a vida, aventuras e desventuras, de Grabriela Leite. Partindo do princípio que uma entrevista é uma conversa, a peça é chata justamente por conta da falta de naturalidade e espontaneidade da atriz que interpreta a personagem principal. Pausas estranhas e super teatralizadas nos fazem lembrar a toda hora que a entrevistada sabe exatamente o que o entrevistador (a interpretação do Louri é sutilmente melhor) irá perguntar e sabe exatamente o que irá responder. O texto também não ajuda, pois é pouco coloquial e, portanto, nada parecido com o tom de um entrevista, uma conversa. E ainda tem os gestos, como passar a mão no cabelo e mexer nos óculos, que soam completamente artificiais. 

Para mim, uma boa interpretação é aquela que faz você esquecer completamente que há um ator ali, interpretando, e "acreditar" que estamos diante do próprio personagem, do real. Isso não acontece em "Filha, Mãe, Avó e Puta - uma entrevista". 

De qualquer forma, se você quiser conferir a peça, clique aqui e veja dia, hora e local.

Postado por Mariana


Foto: JB



2 comentários:

  1. Sou de Brasília e assisti a peça no segundo dia de apresentação ai no Rio e não concordo com vc. Achei a interpretação genuína, séria, fiel ao tema e no tempo certo. Não achei a peça em momento algum chata, muito pelo contrário, o texto foi claro, com um bom time... com certeza atingiu o objetivo do projeto. Gostei da proposta da encenação com recursos simples, diretos e sem aqueles exageros nem sempre necessários no teatro. Já fiquei sabendo que estréia em janeiro aqui em Brasília e vou rever. EU RECOMENDO!

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  2. Marco, que bom que vc discorda! : )
    Adoramos quando nossos leitores comentam e mostram os seus pontos de vista! Volte sempre.

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