5 de setembro de 2012

Filme A Dama de Ferro

 Antes de mais nada, eu sei que o filme A Dama de Ferro não é mais novidade há um tempinho, mas eu só consegui assisti-lo agora, então, para mim é novidade. 

Mesmo antes de estrear, quando saiu a primeira foto de Meryl Streep caracterizada, já estava doida pra assistir a A Dama de Ferro. Sei lá o que aconteceu, mas não consegui assistir ao filme, perdi o bonde. Mas a TV a cabo está aí para nos ajudar e, enfim, assisti. 

O filme conta a história Margaret Tatcher, primeira e única primeira-ministra britânica, que ficou no poder por 11 anos e assumiu em meio a uma crise econômica séria, teve de lidar com uma guerra contra a Argentina, além de atentados do IRA. Tatcher é controversa por suas ações, do estilo ame-a ou odeia-a. Talvez, por isso, A Dama de Ferro não toma partido, o que é ótimo. 

O longa mostra uma Tatcher solitária, bem idosa, em meio a alucinações lembrando acontecimentos tanto na vida pública quanto na política. O filme é bem lento e até um pouco superficial (quem nunca estudou história do mundo e assistiu ao filme vai ficar sabendo de pouca coisa sobre ela). Pode até dar uma cansada em mais de 100 minutos. 

Em relação à história, se suas medidas fizeram bem ou não para Grã-Bretanha, se ela estava certa ou não, não estou aqui para julgar, mas que é preciso reconhecer sua força de vontade, sua coragem por ter enfrentado um Parlamento só de homens que tentavam diminuí-la por ser de origem humilde e mulher, por ter chegado ao cargo mais alto com seu esforço e por suas ações. 

A atuação de Meryl Streep no papel principal é maravilhosa. Obviamente, ela mereceu o Oscar. A transformação é impressionante: os trejeitos, o olhar, o caminhar. É impressionante (eu sei, repeti a palavra), principalmente na fase idosa da personagem. Além dela, Jim Broadbent, como seu marido Denis Tatcher, está muito bem e muito natural e Alexandra Roach, como Margaret Tacher jovem, dá o tom destemido da personagem. 

Um grande motivo de reclamação foi o fato do filme ter sido feito com a verdadeira Margaret Tatcher ainda viva, com mais de 80 anos e em estado senil; muitos disseram que não sua imagem não foi respeitada. Particularmente, não acho que tenha ferido a honra de ninguém. Inclusive, acho que os realizadores tenham sido até cautelosos demais em respeito à retratada. 

Enfim, o filme vale a pena por Streep, mas não cala fundo no coração (ui!). 

Postado por Rafaela

5 comentários:

  1. Também vi o filme. Gostei, interpretei a história para o lado humano. Dá pena ver uma pessoa tão poderosa, envelhecer doente e sozinha, quase esquecida.

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. Realmente, Denize. A velhice dela não está sendo fácil. E ela está lúcida, apesar dos pesares.

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  2. Não vi, mas sou MUITO fã da Meryl Streep!

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    1. Ela é ótima mesmo. Desde filme mais leves, como Simplesmente Complicado, até filmes tipo A Dúvida.

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