30 de novembro de 2012

Livro Visão Mortal – J. D. Robb (Nora Roberts)


A escritora Nora Roberts é uma máquina de fazer livros de sucesso. Como J. D. Robb, Roberts escreve a série Mortal (nos EUA são mais de 40 livros já, aqui no Brasil estamos no 20 – se não me engano). Como é uma série, cada livro faz referência a algum outro, mas isso não impede o entendimento da história. Pelo menos não aconteceu comigo quando li seu 19º livro, o Visão Mortal, lançado aqui pela editora Bertrand.

A série, como um todo, tem em sua protagonista a competente tenente Eve Dallas, que sofreu abusos no passado e possui um senso de justiça muito aguçado. Aliás, o passado, no livro, é um futuro distante para nós. Visão Mortal, por exemplo, se passa em 2059. O avanço no século trouxe muitas modernidades, descobertas de doença como câncer, tele-links, carros que voam, uma moda um tanto exótica, aumento absurdo na expectativa de vida, mas todo esse progresso praticamente acabou com os animais, muitos alimentos, inclusive o café, objetivo de desejo de Dallas (o café original e não o “genérico” que é tomado).

Enfim, tirando esse pano de fundo futurista, os livros são do estilo romance policial. Em Visão Mortal, assassinatos, com mutilações e agressões bem específicas, de mulheres com o mesmo tipo físico e hobby acontecem em Nova York. Dallas, do Departamento de Homicídios, vai em busca do assassino a partir praticamente do zero. Com ajuda de métodos incômodos para Dallas, ela e sua assistente, a detetive Peabody, tentam traçar um perfil psicológico e físico para o assassino. 

Apesar de não ter um ritmo de “caçada” alucinante nem te confunde para descobrir quem matou, pois você descobre as características junto com os personagens, o livro é muito bom. Os crimes têm uma relação muito pessoal com a tenente. Então, a investigação corre lado a lado com os dilemas da protagonista, seus medos e como ela encara os relacionamentos (tanto de amizade quanto amorosos). O final é surpreendente (eu cheguei a ter uma dúvida sobre o final – que acertaria –, mas aconteceram tantas outras coisas que a deixei pra lá, nem lembrava mais dela).

Enfim, foram mais de 400 que passaram com suavidade, sem grandes tensões, mas que prenderam muito minha atenção e curiosidade.

Testado por Rafaela

5 comentários:

  1. Gostei, me interessou bastante!

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    1. É bem legal. Vale a pena dar uma lida.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Muitas vezes você comenta que o final não era lá essas coisas, né? Agora, foi diferente. Apesar de achar a sinopse meio "viajante", acho que o livro pode ser bom.

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    1. Os livros dela são bem viajantes nessa questão de modernidade. Fico pensando: "será que em 2060 já vai ser tão Jetsons assim?". Mas, tirando isso, as histórias são bem legais. Não batem meus amados Sidney Sheldon e Agatha Christie, mas tudo bem. rs

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