12 de março de 2014

Livro Adeus à Inocência – Drusilla Campbell

Adolescente complicada com uma vida familiar difícil, Madora estava com 17 anos e flertando com drogas e álcool até que Willis a resgatou num momento de vulnerabilidade (tanto emocional quanto de entorpecimento). Eles fugiram juntos, pararam no meio do nada e sobre ela caíram inúmeras regras e restrições que Maddy sempre acreditara ser para o seu próprio bem porque Willis sempre foi muito protetor. Até que Willis aparece e aprisiona uma adolescente grávida com o mesmo comportamento de Madora alguns anos antes. Aí, sim, Maddy percebe que aquela vida dos últimos anos tinha algo de errado, muito errado. Até que Django, órfão de pais e que vai morar com uma tia que não conhecia, entra em sua vida, e os dois acabam se ajudando e descobrindo mais sobre suas vidas e fincando os pés na realidade.

Bem, o livro é bem interessante, pois mostra como um momento de vulnerabilidade pode ser perfeito para que alguém faça algo a você, te envolvendo numa rede de ilusão e mentiras. Por isso, Madora acreditou nas “boas” intenções de Willis, sem saber o que realmente ele pensava. 

Mas acho que ela demorou muuuito para perceber o que havia de errado; ela realmente faz jus ao título. Maddy era completamente inocente, até meio burra pra mim. Outro a perder a inocência é Django, pois sem pai e mãe aos 12 anos, com um meio-irmão muito mais velho e uma tia que nunca teve contato e se tornava sua tutora, precisava amadurecer bem rápido.

O livro é um pouquinho arrastado, com situações repetidas, e o excesso de inocência da protagonista (que também tinha pouquíssimo conhecimento, de saber mesmo, de ir à escola, talvez seja um motivo a mais para acreditar tão cegamente) fez com eu achasse que o Adeus à Inocência poderia ser mais curto.

Na mesma linha de livro, achei Identidade Roubada – já resenhado aqui – mais envolvente, vamos dizer. Eu torci mais para a protagonista dele do que para Maddy. Claro que, apesar de o tema ser o mesmo, a temática, a situação e os desdobramentos são completamente diferentes. Sei que não é justo fazer essa comparação, mas só acho que livros como Identidade Roubada me atraem mais.

Enfim, apesar dessas observações, é um bom livro, que nos faz pensar sobre como baixar a guarda, tornar-se vulnerável pode ser perigoso.

Testado por Rafaela

Recebemos esse livro da Novo Conceito através da parceria com o blog Entre Livros.

2 comentários:

  1. Identidade Roubada me chama atenção desde sempre, mas no final das contas é o tipo de livro que deixo de lado. Não consigo me sentir enrolada na trama e, pelo que vi, me sentiria assim se lesse Àdeus À Inocência. Bela resenha, Rafa!

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    1. Acho que Identidade Roubada causa mais angústia. Quando tiver um tempinho, leia.

      Obrigada, Carol! :D

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