27 de junho de 2014

Livro Como falar com um viúvo – Jonathan Tropper

Comprei Como falar com um viúvo, de Jonathan Tropper, pela sinopse e por alguns comentários de leitores que li no site do Submarino. Como dizia ser um livro leve e com bom humor, além de estar baratinho, R$ 8,40, resolvi apostar no escuro. E não me arrependi.

Aos 29, Doug Parker é viúvo há mais de um ano. Hailey, quase 10 anos mais velha, morreu em um acidente de avião. Desde então sua vida estava em suspenso. Não saía de casa, mal se alimentava, evitava ao máximo o contato com o próximo. Horários estratégicos para ir ao comércio, ao cinema para se distrair. Enfim, o seu dia a dia era um autosofrimento que só tinha uma folga (e bem mais ou menos) quando aparecia seu enteado adolescente chegado a um problema ou algum parente, principalmente sua irmã gêmea.

Com humor e bastante melancolia, Tropper conta como uma tragédia como essa se abate não só nos diretamente envolvidos (filho e marido) como nos que estão em volta. Mostrando que todos os clichês que usamos para falar com alguém nessa situação – “Você está bem?”, “Já passou muito tempo, Fulano ia querer que você fosse feliz” – são completamente absurdos para quem os ouve, da mesma maneira que são incômodos para falar.

Além disso, mostra com sarcasmo e ironia as fases de luto, negação, raiva etc. que todos passam, como Doug lida com isso e como ele tenta sair desse poço sem fundo, desse ciclo autodestrutivo, tentando buscar alguma perspectiva de vida, de futura, sem sua amada esposa. Como ele repete algumas vezes durante o livro, “Eu tinha uma esposa. Seu nome era Hailey. Agora ela se foi. E eu também.”, ele acha que nunca mais conseguirá viver, sair, se divertir, amar, pois seria uma traição à memória da falecida. 

Como falar com um viúvo, da editora Arqueiro, é fininho (272 páginas), leitura fácil, que flui, com momentos cômicos, tragicômicos, tristes. É um livro que trata de um assunto pesado de maneira leve.

A Paramount está negociando a adaptação para o cinema.

Testado por Rafaela

2 comentários:

  1. Gosto quando o autor escreve assim, o assunto é pesado mas tratado com leveza. Fiquei interessada, vou ler.

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