13 de novembro de 2014

Filme Boyhood – Da infância à juventude

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Sinopse

O filme conta a história de um casal de pais divorciados (Ethan Hawke e Patricia Arquette) que tenta criar seu filho Mason (Ellar Coltrane). A narrativa percorre a vida do menino durante um período de doze anos, da infância à juventude, e analisa sua relação com os pais conforme ele vai amadurecendo.

Boyhood – da infância à juventude chegou cheio de expectativas. Filmado por 12 anos, o elenco se encontrava uma vez por ano para gravar as cenas que representavam cada ano de vida dos personagens.

Centrado na saída da infância até a juventude de Mason, em cada momento, achei que um personagem se destacava mais. Logo no começo foi a irmã (interpretada por Lorelei Linklater, filha do diretor do filme, Robert Linklater), depois a mãe, depois o próprio adolescente (que sempre foi o foco do filme). Mas, para mim, quem teve uma constância de visibilidade e foi crescendo como personagem foi o pai vivido por Ethan Hawke.

Muitas críticas profissionais aclamaram o filme, dizendo que Boyhood veio com uma estética para mudar o cinema, enquanto outras desancaram, dizendo que a película é bem mais ou menos, morninha e cansativa.

Crescimento do ator Ellar Coltrane

Quando fui ao cinema, só tinha lido as positivas. Então, minhas expectativas eram altas. Em mais de duas horas de filme em que vamos acompanhando, não há nenhum momento com um drama forte (até a relação da mãe com os padrastos, que poderia trazer uma ação maior, é rapidamente resolvida). O que não acho ruim. Eu, enquanto expectadora, não necessito sempre de reviravoltas, dramas ou risadas sem fim para gostar de um filme. Acompanhar altos e baixos de uma família de classe média que passa por dificuldades, receios, realizações como qualquer outra, e pelos olhos de um ser que vai crescendo, não é nada ruim. Mas acho que essa linearidade tornou Boyhood um pouco cansativo pela sua duração. Um pouco mais curto, com menos situações que se repetem, poderia deixar o filme mais dinâmico, dando ritmo para prender melhor a atenção.



Um feito mais do que considerável é manter o elenco por 12 anos, principalmente porque, segundo li, não é possível fazer um contrato, nos EUA, por mais de 7 anos. Assim, o acordo precisava ser renovado. Mesmo com o desinteresse momentâneo de Lorelei, que pediu para sair da história, mas teve seu pedido negado pelo pai. Eu sei que não é a primeira, nem vai ser a última, vez que um elenco se mantém assim por um filme. Mesmo assim, não posso deixar de achar que é uma vitória considerável.

Resumindo: eu, enquanto crítica amadora, gostei do filme, sim, pois mostra uma realidade um pouco mais crua, mesmo que romanceada, do crescimento do ser humano, mas acho que a duração longa demais e a falta de um pouco de ritmo para te tirar da passividade, te colocar mais preso aos que se passava na telona, não fizeram com que eu amasse o filme como muitos fizeram.

Boyhood – da infância à juventude está em cartaz nos cinemas brasileiros.

Testado por Rafaela

2 comentários:

  1. Também vi o filme. Pelo fato de durar mais de duas horas, em alguns momentos, criou-se como se diz nas novelas, "uma barriga", quer dizer, a história ficou um pouco arrastada, que na minha opinião, cansou um pouco.

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    1. Eu também achei. O filme poderia ter sido encurtado para dar um ritmo melhor, menos cansativo.

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