16 de abril de 2015

Livro O voo da libélula – Michel Bussi

Sinopse

Na noite de 23 de dezembro de 1980, um avião cai na fronteira entre a França e a Suíça, deixando apenas uma sobrevivente: uma bebê de 3 meses. Porém, havia duas meninas no voo, e cria-se o embate entre duas famílias, uma rica e uma pobre, pelo reconhecimento da paternidade.

Numa época em que não existiam exames de DNA, o julgamento estende-se por muito tempo, mobilizando todo o país. Seria a menina Lyse-Rose ou Émilie? Mesmo após o veredicto do tribunal, ainda pairam muitas dúvidas sobre o caso, e uma das famílias resolve contratar Crédule Grand-Duc, um detetive particular, para descobrir a verdade.

Dezoito anos depois, destroçado pelo fracasso e no limite entre a loucura e a lucidez, Grand-Duc envia o diário das investigações para a sobrevivente Lylie e decide tirar a própria vida. No momento em que vai puxar o gatilho, o detetive descobre um segredo que muda tudo. Porém, antes que possa revelar a solução do caso, ele é assassinado.

Após ler o diário, Lylie fica transtornada e desaparece, deixando o caderno com seu irmão, que precisará usar toda a sua inteligência para resolver um mistério cheio de camadas e reviravoltas.

Em O voo da libélula, o leitor é guiado pela escrita do detetive enquanto acompanha a angustiada busca de uma garota por sua identidade.

Quando li a “chamada” na capa do livro, a primeira reação óbvia foi “é só fazer o exame de DNA”. Mas é claro que o autor pensou nisso e lendo a sinopse mostra que a história começa em 1980, quando esse tipo de teste era inexistente (segundo o livro, o primeiro teste surgiu em 1987).

O fio que conduz a história é o caderno em que o detetive particular Grand-Duc (contratado pela família da Lyse-Rose) escreve todas as investigações que fez ao longo de 18 anos. Os textos do diário são entremeados com a atualidade, nos pensamentos de vários envolvidos no caso, parentes, irmãos, conhecidos, enfim.

O mais legal é que a gente lê o diário com os personagens, pois eles também veem aquele texto pela primeira vez, tal qual nós, leitores. Ou seja, vamos descobrindo juntos detalhes dos acontecimentos posteriores ao acidente. E quando é alguma passagem na qual o personagem vivenciou, ele tece comentários (em pensamento) e nos fornece mais detalhes.

A história vai se enredando até chegarmos na conclusão. Que surpreende! Pois é claro que você fica balançado entre uma família e outra, sente a angústia dos familiares e, principalmente, da menina – o centro da disputa.

O melhor personagem, pra mim, sem dúvida é o detetive. Divertido, irônico, ele conduz a investigação e seus rascunhos de uma forma até leve. Dá vontade de matá-lo, pois gosta de fazer um suspense antes de revelar o que sabe. Sim, porque ele escreve como se fosse uma carta para alguém e não simplesmente anotações secas, do tipo “Hoje eu descobri isso. Hoje eu descobri mais isso”. Ele vai “conversando” com o possível leitor – ele tem o destinatário certo para o caderno.

Enfim, O voo da libélula é muito interessante, seu autor tem um texto leve, que flui e nos prende. Muito feliz de a Editora Arqueiro, de quem recebemos o livro, foi muito feliz em publicá-lo.

Testado por Rafaela

2 comentários:

  1. Muito interessante, a descrição dá vontade de ler principalmente pela curiosidade de saber o final. Vou ler.

    ResponderExcluir