9 de setembro de 2015

Filme Ricki and The Flash – De volta pra casa


Sinopse
Com mais de 50 anos de idade, Ricki (Meryl Streep) é uma cantora de rock, que sempre se apresenta com a banda The Flash em um pequeno bar. A situação financeira é precária, e ela não vê os filhos adultos há décadas. Um dia, o ex-marido Pete (Kevin Kline) liga para Ricki, avisando que a filha Julie (Mamie Gummer) foi abandonada pelo marido, e pedindo ajuda para tirá-la de um estado depressivo. Reticente, a mãe retorna ao lar, e descobre que tanto Julie quanto seus dois irmãos têm muito ressentimento por causa do abandono quando eram crianças. Essa é a oportunidade para Ricki fazer as pazes e tentar ser mais presente na vida deles.



Filme com Meryl Streep sempre é garantia de, pelo menos, uma boa atuação, nem que seja só a dela. Fui pro cinema com a expectativa de ver a atriz cantando (é a voz dela mesmo!) em Ricki and The Flash – de volta pra casa.

No filme, Ricki Rendazzo (na identidade, Linda Brummel) é uma cantora de rock falida que toca com sua banda The Flash em um bar vazio e decadente. Dura, trabalhando em um emprego que paga mal, entrando na terceira idade e distanciada de seus filhos. Prato cheio para o drama, não? Mas, apesar de tudo, a película não é tão melodramática. Vamos dizer que seja uma comédia dramática.

Num dia, Ricki recebe o telefone do ex-marido para dizer que a filha deles está recém-separada e com depressão. A partir daí, descobrimos que Ricki não tem apenas uma filha e um ex-marido, como mais dois filhos, sendo um deles gay. É importante apontar que ela tem um filho gay, pois, apesar de fazer um discurso sobre como a mulher não pode ter mais de um sonho, além de formar família e ter uma pose liberal, é homofóbica, preconceituosa e orgulhosa. Não dá o braço a torcer pelo o que fez, pela ausência na vida dos filhos. E esse encontro, é claro, vai trazer à tona vários problemas, mas que não serão resolvidos ou aprofundados.

Tirando a sua relação com a filha Julie (Mamie Gummer, filha de verdade de Meryl Streep), que é mais passada a limpo, ou pelo menos é mais debatida: elas convivem mais – até por ser o motivo da aparição de Ricki –, o relacionamento da mãe com os outros dois filhos são mostrados de forma muito superficial. A mágoa de ambos os lados só é ventilada, sem nenhum aprofundamento. Ou seja, várias histórias são levantadas, mas nenhuma é conduzida de forma efetiva.

É claro que não é obrigação de um filme dar solução pra tudo, com felizes para sempre ou não. Mas que mostre mais das questões. Ela realmente largou a família em busca do sonho de ser estrela do rock ou a família deu as costas a ela? Ela tentou se reconciliar ou simplesmente fugiu da responsabilidade? Enfim, são pontos que poderiam dar um peso melhor ao filme.


A parte final do filme é clichê demais e muito piegas. Parece muito com filme água com açúcar de Sessão da Tarde. Acho até que Ricki and The Flash é um forte candidato pra essa faixa de horário.

A atuação de Meryl Streep, como sempre, é primorosa. A atriz canta mesmo, ela passa a imagem de liberal que no fundo é conservadora. Mamie Gummer também está muito bem e tem bons embates com Meryl.

No geral, em minha opinião, não é um filme inesquecível. Falta história, falta cutucar a ferida com mais força, o excesso de cantoria também cansa. Mas, como passatempo, vale.

Testado por Rafaela

2 comentários:

  1. Como diz o Testei, é um filme para Sessão da Tarde, mas assistir Meryl Streep atuando, é um prazer.

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