21 de julho de 2016

Livro O último sopro de vida – Paul Kalanithi

Sinopse
Aos 36 anos, Paul Kalanithi foi diagnosticado com um câncer incurável. Neurocirurgião brilhante, de repente se viu diante de uma cruel inversão de papéis: num dia era o médico tratando de pacientes com problemas graves, no outro era o paciente lutando pela própria sobrevivência.
O último sopro de vida narra a trajetória de Paul ao longo do tratamento – a descoberta da doença, a esperança de uma possível remissão, a incerteza quanto ao futuro, a decisão de se tornar pai, a consciência do fim, a angústia de se despedir da vida antes da hora.
Sua narrativa é honesta, pungente. Mas, ao mesmo tempo, poética e delicada. Amante da literatura e da filosofia, Paul desde sempre buscou entender a relação entre a vida e a morte, a identidade e a consciência, a ética e a virtude. Seus questionamentos profundos encontram eco em nossas próprias reflexões: afinal, o que faz a vida valer a pena?
Paul morreu em março de 2015. Deixou como legado uma filha de oito meses e o manuscrito inacabado deste livro. Quem escreveu as páginas finais e encaminhou o texto para publicação foi sua esposa, Lucy, atendendo ao último desejo do marido.
Não gosto muito de livro autoajuda, que tenha uma superação, que o protagonista enfrenta o inevitável de frente. Acho que sempre acaba meio piegas e repleto de clichês. Mas algo me chamou a atenção para O último sopro da vida, de Paul Kalanithi, publicado aqui pela editora Sextante.

Paul era um neurocirurgião que estava chegando ao auge da carreira quando recebeu o diagnóstico de um câncer no pulmão incurável e devastador, com um declínio muito rápido tanto na saúde e quanto na qualidade de vida.

Com uma veia de escritor, Paul rascunha um livro contando como passou de médico para paciente, as tentativas de tratamento, remédios, opções alternativas, os momentos de negação, de aceitação, de raiva....

Mas isso tudo foi feito de maneira lúcida, sem ser piegas ou que ele ver o mundo melhor por agora ter pouco tempo de vida. É uma autobiografia, mas ao mesmo tempo conta como ele encarava a Medicina no início do curso, como sua percepção mudou ao longo do tempo em que lidava com uma realidade em princípio dura mas que foi se tornando um lugar-comum e como mudou novamente quando se tornou um doente terminal.

Enfim, não houve lágrimas, o livro não é de grandes tristezas para ficar deprimido, mas é uma oportunidade de observar as reflexões de alguém e como o leitor prioriza as questões de sua própria vida.

Apesar de não ser meu tipo de leitura, achei O último sopro de vida bem interessante.

Título
O último sopro de vida
Autor
Paul Kalanithi
Título original
When breath becomes air
Editora
Sextante
Páginas
176

Testado por Rafaela

2 comentários:

  1. Mesmo sendo analisada, como uma história que não é de grande tristeza, portanto, não coloca o leitor deprimido, não faz o meu gênero de leitura.

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    1. Também não gosto de livro que deprime. rsrsrs

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