6 de abril de 2017

COLUNISTA: Simplesmente o Paraíso – Julia Quinn

Sinopse
Honoria Smythe-Smith é parte do famoso quarteto musical Smythe-Smith, embora não se engane e saiba que o dito quarteto carece sequer do menor sentido musical e tem esperanças postas que esta seja a última vez que se submeta a semelhante humilhação. Esta será sua temporada e com um pouco de sorte conseguirá um marido.
Durante um jantar, põe seus olhos em Gregory Bridgerton, um dos mais jovens da família Bridgerton. Sabe que não está apaixonada, mas ele parece uma opção mais que válida.
Marcus Holroyd é o melhor amigo do irmão de Honoria, Daniel, que vive exilado na Italia. Ele prometeu olhar por ela e leva suas responsabilidades muito seriamente. Odeia Londres e durante toda a temporada, permaneceu vigilante e intermediou quando acreditava que o pretendente não era o adequado. Honoria e Marcus compartilham uma amizade, pouco atípica, fruto dos anos que se conhecem e que o torna parte da família. Entretanto, um desafortunado acidente faz que ambos repensem sua relação e encontrem a maneira de confrontar o que surge entre eles, se tiverem coragem suficiente.
Série Quarteto Smythe-Smith
Volume 01
 

O quarteto musical Smythe-Smith é o famoso Quarteto de Cordas apresentado na série Os Bridgertons. As musicistas são conhecidas pela sua inabilidade musical, ou seja, elas não possuem nenhuma veia artística. Em cada recital anual, elas escolhem uma peça para ser apresentada de uma maneira que somente surdos poderiam encarar como uma espécie de música. É muito mais prazeroso ouvir um grupo de gatos miando no seu telhado, do que as moças do clã Smythe-Smith.

Honoria Smythe-Smith faz parte do quarteto, e sabe muito bem o quanto ela é horrível violinista. E que independente da peça musical escolhida por elas, sabe que vai ser sempre algo tenebroso. Então porque se sujeitar a esta humilhação? Honoria é uma moça de família e que gosta das tradições familiares, e o quarteto já se tornou algo importante e valioso, tanto que esta para completar duas décadas com as debutantes se apresentando anualmente para a sociedade. Então para honrar a família e ver sua mãe e as pessoas que ama feliz, ela encara o violino com um sorriso no rosto durante a performance. Mas, este ano vai ser o último dela no quarteto. Já que a única maneira de sair é arranjando um marido.

“O recital anual das Smythe-Smiths nunca era um bom momento para conhecer um cavalheiro, a menos que ele fosse surdo... ficava subentendido que todas as filhas Smythe-smith deveriam aprender a tocar um instrumento para que, quando fosse a vez delas, se juntassem ao quarteto. Um vez lá, permaneceriam até encontrar um marido.”

Marcus é o Conde de Chatteris, um homem que fora criados por inúmeros professores e por sua governanta, algo bem típico daquela época. Solitário, só veio a fazer amizade quando fora para o Colégio masculino Elton. Lá, ele conhecera Daniel Smythe-Smith e toda a família deste. Que naturalmente, ele se tornou mais um membro.

“Havia quantos anos ela revirava os olhos para ele? Catorze? Quinze? Não ocorrera a Marcus até aquele momento, mas Honoria era a única mulher conhecida que falava francamente com ele, inclusive com algumas saudáveis doses de sarcasmo.”

Simplesmente o Paraíso é um romance simples e natural. Onde o amor pode aparecer que tenha surgido de maneira apressada. Mas, a autora Julia Quinn mostra de maneira única, que sentimentos profundos levam tempo para vir a tona e desabrochar. E também que Honoria e Marcus se conhecem desde pequenos, quando ela tinha 6 anos. Um sempre esteve na vida do outro. A aproximação causada por um desafortunado acidente (envolvendo um buraco de toupeira), só contribuiu para elevar a amizade atípica que ambos nutriam. 

“Nada poderia ser mais espantoso e, ao mesmo tempo, mais simples e verdadeiro.”

Caso você nunca tenha ouvido falar do Quarteto (eu não tinha ouvido) e também não tenha lido a série Os Bridgertons (eu ainda não terminei a série), recomendo a leitura para os fãs de romances históricos. Pois diferente de muitos autores consagrados, Julia Quinn consegue dar vida a personagens únicos, com histórias divertidas, que não chegam a se tornar repetitivas. Aqueles que já conhecem a obra da autora, uma dica: aparece no livro o formoso e cativante Colin Bridgerton.

“Ele não sabia. Não sabia o que significava aquele olhar. Poderia jurar que os olhos de Honoria ficavam mais escuros a cada momento. Mais escuros e mais profundos. Tudo em que Marcus conseguia pensar era que ela era capaz de ver dentro dele, no fundo do seu coração.”

Um último adendo: Marcus foge daquele estereótipo do protagonista esbelto e mulherengo que eu tanto vi nos últimos romances. Ele não tem aquela beleza clássica, mas mesmo sendo um homem solitário e um pouco taciturno, Marcus é extremamente um cavalheiro que fazia muito tempo não dava o ar de sua graça nos romances históricos. 

XOXO

Mia Fernandes.

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